Skip to content
  • international
  • luxembourg
    • ccpl
    • cne
    • politique locale
  • portugal
    • mortágua
    • museu salazar
  • eastern front
    • belarus
    • ukraine
  • thoughts
  • repository
    • neoliberalism
  • international
  • luxembourg
    • ccpl
    • cne
    • politique locale
  • portugal
    • mortágua
    • museu salazar
  • eastern front
    • belarus
    • ukraine
  • thoughts
  • repository
    • neoliberalism
Mário LOBOI hear you say 'Why?' Always 'Why?' You see things; and you say 'Why?' But I dream things that never were; and I say 'Why not?'
política . portugal . thoughts

A Luta e a Demissão

On 14/02/2020 by Mario Lobo

Tal como foi dado a público pelo BOM DIA a Conselheira das Comunidades Luísa Semedo, eleita pelo círculo eleitora de França, demitiu-se das suas funções na presidência do CRE – Conselho Regional da Europa (sub-órgão que agrupa os eleitos dos círculos eleitorais da Europa no sei do Conselho das Comunidades Portuguesas – CCP). As razões apontadas pela conselheira, e consistentes com o que tem vindo, gradualmente, a ser o seu posicionamento público, prendem-se com a iminência da reunião anual do CRE para a qual é hábito convidar, como “sempre fez parte das [suas] práticas democráticas”, os partidos com assento na Assembleia da República para “poder haver um espaço de diálogo”. Esta situação colocaria Luísa Semedo na obrigação de acolher na reunião do CRE o deputado “ilegítimo” (segundo a própria) do Chega – André Ventura.

Antes de continuar devo fazer uma declaração de interesses, e para que não haja nunca dúvidas do lado da barricada em que coloco. Pegando na definição de Lincoln (parafraseada a partir de Daniel Webster), a “democracia é uma forma de do governo do povo, pelo povo e para o povo”. É importante aditar a esta definição que a democracia não é o exercício duma ditadura totalitária por parte das maiorias, mas sim o respeito pelas minorias. Precisamente valendo-me desta definição, tenho reservas crescentes quanto ao nível de democracia que temos hoje em dia na Europa Ocidental. Perante isto restam-me duas possibilidades: o golpe de estado e consequente alteração do sistema ou, provisoriamente, participar do sistema sem abandonar nunca os princípios que me regem. Mas sendo que isso é debate para outro momento, vamos agora assumir que estou plena e permanentemente empenhado tão só na segunda possibilidade.


Este texto foi originalmente publicado no BOM DIA

A luta e a demissão

O espaço público tem sido invadido por um crescendo vozear contra tudo o que é diferente, com um nivelar da opinião pública por baixo, ressurgindo em força o ódio e a mentira que julgávamos enterrado desde 9 de Maio de 1945. O deputado André Ventura é exímio na arte de explorar e manipular a opinião pública usando destes e outros métodos. Nada daquilo que proclama (e não se pode dizer que um catavento defenda seja o que for excepto a sua liberdade de andar à roda) poderá ter o meu agrado ou apoio. Muito antes pelo contrário. As ideias que veicula, o oportunismo com o faz, e a redução ao absurdo de todo e qualquer debate terão sempre a minha mais profunda oposição.

No entanto, partidos como o Chega e políticos como o André ventura não são já, infelizmente, novidade por essa Europa fora, nomeadamente em França com o clã Le Pen na liderança – o que, de certa forma, obrigaria a conselheira a ter outra capacidade de leitura sobre o melhor caminho a tomar na situação com que foi confrontada. A verdade é que esta estirpe de políticos é, desde algum tempo a esta parte, aquela que mais (para não dizer que é quase a única) dá voz aos ensejos e problemas duma população cada vez mais espoliada e que, com alguma virtude, se pode outorgar (ainda  que não o sendo) porta-voz e defensora dos direitos dos mais desfavorecidos.

Essa corrente política tem de ser combatida. E tal como para o combate às democracias de fachada há duas soluções: a tiro ou rebatendo os seus propósitos com recurso ao debate. A primeira, como não podia deixar de ser, está, obviamente, fora de questão. Resta-nos a segunda. Onde quer que seja que um Fascista possa falar é preciso não o deixar passar sem contraditório. É preciso levá-los a tropeçarem nas próprias parangonas. E esse é um papel que se desempenha, sem sombra de dúvida, muito melhor duma tribuna presidencial que duma bancada qualquer.

A ainda conselheira segue acusando a André Ventura de ser um deputado ilegítimo. Goste-se ou não, André Ventura foi eleito num processo democrático ao qual não poderão apontar anomalias de maior e que em nada difere dos demais processos eleitorais portugueses. Processo eleitoral no qual a demissionária foi já também candidata não lhe tendo, que me lembre, apontado à altura inquinamento algum. A comparação feita mais tarde, durante o debate suscitado, de que também Salazar e Hitler foram eleitos como meio de suportar a sua tese, não procede. E não procede porque nem um nem outro foram eleitos pelo voto popular às posições (respectivamente Presidente do Conselho de Ministros e Chanceler) a partir das quais instauram os seus regimes Fascistas. Esta amalgama de “coisas” é precisamente uma das técnicas dos novos movimentos populistas (para nota: não considero que haja bom populismo – o populismo degenerará sempre num totalitarismo da mesquinhez).

A conselheira, aliás, deu bem conta do que é esta prática de “misturar alhos com bugalhos” numa publicação, e consequentes comentários, que André Ventura fez no Facebook, clamando, e transcrevo: “Óptimo. É dinheiro que os portugueses poupam nestes tachos que não servem para nada. Espero que mais uns tantos e tantas lhe sigam o caminho.” Ora, o cargo de conselheiro do CCP não é remunerado. Mas isso não interessa, interessa o ruído que se faz em torno das coisas. Ora, e a prezada conselheira, só veio dar (ainda mais um) palco para que o populismo que se conhece ao deputado se possa exprimir. E fê-lo em nome do ruído que escolheu fazer para trazer a atenção sobre si mesma.

Tags: anti-fascismo, BOM DIA, ccp, democracia, fascismo

Leave a Reply Cancel reply

You must be logged in to post a comment.

Recent Posts

  • Ensemble veut dire asbl
  • L’étranger est mort, vive l’assimilation
  • Do Voto Emigrante
  • A Semântica do Império
  • (In)égaux devant la loi

Categories

  • belarus
  • ccpl
  • cne
  • eastern front
  • history
  • inclusion
  • international
  • left
  • luxembourg
  • mortágua
  • museu salazar
  • neoliberalism
  • poland
  • política
  • politique locale
  • portugal
  • repository
  • Songs for a Revolution
  • thoughts
  • ukraine

Tags

25 de abril amnesty international asbl babarika belarus BOM DIA ccpl classe cne communism comunismo congresso coronavirus covid déclaration de vote démocratie eleições esquerda eu european union fascism fascisme fascismo foreigners france guerra inclusion integration le pen lukashenko luxembourg luxemburgo luxfilmfest medo mortágua pcp russia salazar tikhanovskaya travail ukraine usa war élections étrangers

Archives

  • October 2024
  • July 2024
  • March 2024
  • May 2023
  • January 2023
  • November 2022
  • August 2022
  • June 2022
  • April 2022
  • January 2022
  • November 2021
  • October 2021
  • September 2021
  • August 2021
  • July 2021
  • June 2021
  • March 2021
  • February 2021
  • January 2021
  • December 2020
  • November 2020
  • October 2020
  • September 2020
  • August 2020
  • July 2020
  • June 2020
  • May 2020
  • April 2020
  • March 2020
  • February 2020
  • January 2020
  • December 2019
  • November 2019
  • September 2019
  • August 2019
  • July 2019
  • May 2019
  • April 2019
  • March 2019
  • February 2019
  • January 2019
  • November 2018
  • June 2018
  • May 2018
  • April 2018
  • March 2018
  • September 2017
  • May 2017
  • March 2016
  • February 2016
  • December 2015
  • July 2011
  • March 2011
  • February 2010
  • September 2008
  • August 2008
  • April 2008
  • September 2007
  • February 2007
  • October 2006
  • August 1978
  • November 1774

Copyright Mário LOBO 2026 | Theme by ThemeinProgress | Proudly powered by WordPress