Longe vão os tempos em que a minha formação política se fazia em conversas e com músicas. Chego mesmo a olhar com alguma complacência a minha inocência de então. Mas, apesar disso, ou talvez por isso mesmo, viro-me muitas vezes para o FMI do José Mário Branco para me ajudar a entender esse ser político que é o Português.

É que, apesar de todos os pátrios murros no peito, nunca se tomou medida alguma para o real desenvolvimento do sector florestal em Mortágua. Nada. Fez-se um cais de embarque ferroviário que não tem acessos nem dimensões para uma utilização consequente. Não se tem um projecto rodoviário integrado para permitir o escoamento da madeira extraída.

Começar por centrar o serviço no centro urbano do Concelho com a criação de um serviço de circulação permanente que venha a ligar todo o eixo Vale de Açores – Vila Moinhos, com passagens pelo novo Centro Escolar, Centro de Saúde, Ninho de Empresas, Complexo Desportivo do Vau e escolas Preparatória e Secundária, Zona Industrial, comércios incluindo, etc… Este(s) autocarros(s) deve(m) devem ter passagens separadas por nunca mais de 30 minutos durante o período laboral, sendo que a extensão ao um horário mais tardio se pode efectuar com um intervalo maior.

Mas para atingirmos um patamar de qualidade temos que tratar bem melhor as nossas ribeiras. Garantir corredores ecológicos com a vegetação natural. Acabar determinantemente com os efluentes domésticos e industriais, e acabar com o atulhar dos leitos com as sobras da exploração florestal.