Quantos desses centenas de milhares ou milhões de compatriotas contam, como se diz em bom português, com o ovo no cú da galinha e vão perceber, a um punhado de dias da almejada viagem, que não têm como visitar a família? Até quando pretende a TAP ignorar os seus clientes e não cumprir com a obrigação que tem de informar aqueles que já pagaram as viagens, algumas a peso de outro, que não vão ter como viajar.

O que eu peço aqui aos governantes do meu País é que não se esqueçam daqueles que por esse mundo fora, muitos deles aqui tão perto nesta queria Europa de helénicas formas, como a canta o Fausto. É necessário pôr em marcha mecanismos de repatriamento desses filhos de Portugal para que problemas mais graves não se levantem nesse hiato entre o declarar dos estados de emergência e o “fim das hostilidades” ao monárquico vírus que enfrentamos.

O espaço público tem sido invadido por um crescendo vozear contra tudo o que é diferente, com um nivelar da opinião pública por baixo, ressurgindo em força o ódio e a mentira que julgávamos enterrado desde 9 de Maio de 1945. O deputado André Ventura é exímio na arte de explorar e manipular a opinião pública usando destes e outros métodos. Nada daquilo que proclama (e não se pode dizer que um catavento defenda seja o que for excepto a sua liberdade de andar à roda) poderá ter o meu agrado ou apoio. Muito antes pelo contrário. As ideias que veicula, o oportunismo com o faz, e a redução ao absurdo de todo e qualquer debate terão sempre a minha mais profunda oposição.

Não se pode negar que o homem que mais importância teve no século XX-em Portugal foi Antonio de Oliveira Salazar. Que o digam as largas centenas de milhares de portugueses que se viram forçados a emigrar para poderem fazer as suas vidas, muitos aqui para o Luxemburgo. Vidas que em Portugal estavam condenadas a miséria e à opressão. Com medo de agir, medo de falar, medo até de pensar. pois a cada esquina espreitava a PIDE e o seu exército de bufos que, tal e qual Judas vendiam vizinhos, amigos e até família por quaisquer 30 dinheiros. E para os homens acrescia a ameaça da ida para a guerra: quatro anos por terras de Africa. Centenas de milhares de jovens voltaram traumatizados e estropiados para a vida. Muitos nem sequer voltaram, pagando com a vida uma aberrante política colonialista.

É que, apesar de todos os pátrios murros no peito, nunca se tomou medida alguma para o real desenvolvimento do sector florestal em Mortágua. Nada. Fez-se um cais de embarque ferroviário que não tem acessos nem dimensões para uma utilização consequente. Não se tem um projecto rodoviário integrado para permitir o escoamento da madeira extraída.

A oferta da morte como solução clínica é algo que nem nos é tão estranho no hemisfério norte. E não falo de países onde a eutanásia foi legalizada. O sistema de saúde dos Estados Unidos rege-se, ainda em grande parte, e cada vez mais com a presidência de Trump, sob esse princípio: tens dinheiro tratamos-te, não tens deixamos-te morrer. A única diferença é a intervenção ou não intervenção de pessoal qualificado.

Começar por centrar o serviço no centro urbano do Concelho com a criação de um serviço de circulação permanente que venha a ligar todo o eixo Vale de Açores – Vila Moinhos, com passagens pelo novo Centro Escolar, Centro de Saúde, Ninho de Empresas, Complexo Desportivo do Vau e escolas Preparatória e Secundária, Zona Industrial, comércios incluindo, etc… Este(s) autocarros(s) deve(m) devem ter passagens separadas por nunca mais de 30 minutos durante o período laboral, sendo que a extensão ao um horário mais tardio se pode efectuar com um intervalo maior.

Mas para atingirmos um patamar de qualidade temos que tratar bem melhor as nossas ribeiras. Garantir corredores ecológicos com a vegetação natural. Acabar determinantemente com os efluentes domésticos e industriais, e acabar com o atulhar dos leitos com as sobras da exploração florestal.

Há muito, muito tempo homens
lutaram, alguns pagaram o mais alto preço, para derrubar um regime que se
sustentava com a opressão e usurpação aos mais fracos. Pegaram em armas e
marcharam sobre a capital desse País. Deitaram abaixo um regime podre de velho.
Há muito, muito tempo fomos
por momentos livres e donos do nosso destino. Por momentos… Até as velhas
forças se tornarem a organizar e começarem pedaço a pedaço a tentar reaver o
que o povo de direito conquistou. Mas isto é outra estória.